O Wikipedia define o verbete música da seguinte forma:
A música (do grego μουσική τέχνη – musiké téchne, a arte das musas) constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo.
Eu, no auge da minha cerveja noturna pré-embalo nos braços de Morpheus, penso que a música é o burburinho necessário para a sucessão de sons que nossa divagação insiste em produzir quando estamos em silêncio ao longo do momento. É o tempo ritmado que projeta e absorve o inexpressível do inexprimível. A condução da transgressão pela regressão de um determinado tempo/movimento que foi ou poderia ser. É quando me transformo em objeto de fácil manuseio constituído por páginas obscuras de coisas que muitas vezes não sei do que se tratam e me deixo levar conforme são descobertas. Uma rouquidão perene que só sana quando determinada melodia toma forma de cânfora e anestesia meu corpo. É, principalmente, o excesso de simbolismo para deixar claro a condição “de la musique avant tout chose…”.
E tudo que penso nessa madrugada é um karaoke de ritmos aleatórios para quem quer improvisar. Cantoria livre pra fazer bebop. Fica a sugestão para os espíritos empreendedores.